Ontem enquanto tinha os pézinhos de molho resolvi folhear a Happy que a mãe tinha comprado. Moda para aqui e para ali, coisas giras (caras) e coisas menos giras (caras também) e vários artigos em modo de auto-ajuda.
Li o primeiro, o segundo, o terceiro...e comecei a concretizar que o "Negativismo" já é um mal da sociedade, estando totalmente generalizado.
As pessoas não acreditam no fim dos problemas, não acreditam na bonança após a tempestade, não se agarram com unhas e dentes aos valores que fazem delas lutadoras e não derrotadas.
Há uma necessidade de ler em algum lado em jeito de lembrete que podemos dar a volta por cima, podemos ser mais e melhor, que caímos hoje para nos levantarmos amanhã. Que de uma dura crise podemos retirar as melhores oportunidades.
Mas no fundo não há uma concretização real, porque os problemas resolvem-se com soluções e não com planeamentos intensos de prós e contras.
Porque mesmo depois de um longo dia de trabalho o monte de roupa para passar a ferro vai esperar por nós em casa, porque mesmo cansados há sempre um amigo que precisa de um abraço, porque os dias são sempre demasiado pequenos para tudo e sobretudo são mal aproveitados.
Não existe um modo de vida perfeito, resta-nos adequar o nosso modo de vida às nossas possibilidades e disponibilidades (financeiras, emocionais, temporais,...) e procurar nas 24 horas de cada dia um momento para o nosso EU, para nos recordarmos que a vida tem um lado B e assim tornar o dia do nosso marido, da nossa mãe, dos nossos amigos um pouco melhor.
Ah e invejar o vizinho também não resolve nada, porque normalmente quem ganha mais que nós também trabalha que nem um cão, quem compra roupa gira todas as semanas não é mais feliz ou infeliz que ninguém, apenas canaliza o stress do dia para isto ao invés de se afogar em chocolates e afins. E quem aparentemente tem tempo para tudo é sinal que descansa pouco, portanto cada um faz o que pode pela vida.
Resta-nos fazer o mesmo, acreditar nos nossos objectivos e viver a vida como podemos e acima de tudo como queremos. Porque são os propósitos que alimentam os sonhos e não o contrário.