Baby Di tem sete meses e meio. É simpática, mimocas, dorme bem e come ainda melhor. Já se aguenta sentada, anda apaixonada pelos próprios pés e adora estar em pé encostada a nós ou a ser segurada pelas mãos. É independente, dona do seu nariz, adormece sozinha, acorda bem disposta e come o biberão quase sem ajuda.
É um bebé que não tem tido grande pressa. Não gosta de rebolar e irrita-se deveras ao fim de algum tempo de barriga para baixo porque não consegue sair do sítio. Ainda não tem dentes embora a pediatra diga que as gengivas estão mais que prontas. Não diz nada que se perceba e ri-se à gargalhada quando o pai lhe tenta ensinar a palavra Sporting (esperta!).
Algumas pessoas procuram desculpas na prematuridade por ela não ser um bebé prodígio. Outras acham que secalhar o problema é dos pais que têm de puxar ainda mais por ela para andar sempre na vanguarda das evoluções.
Eu acho-a fantástica, genuína e a maior lição que a vida me podia ter dado em forma de gente. Ela não evolui para agradar ninguém. Faz tudo ao seu ritmo, amparada, cheia de amor, de sorrisos, de tempo dedicado a ela, só a ela. Não preciso de fazer projecções na minha filha sobre aquilo que eu quero que ela seja, ela irá desenvolver-se ao seu ritmo e explorar o mundo à sua maneira.
Quanto às teorias da conspiração, levam todas a mesma rebocada para se porem ao vento. Porque eu também evolui e perdi muitas papas na língua no que toca à Di.






